Antonio Ângelo Carollo – A História do Boxe Brasileiro

Antonio Ângelo Carollo

1923 – 2012

Hoje, dia 18 de Janeiro de 2012. Recebi uma ligação de meu amigo Sidnei Dal Rovere me informando da passagem do Sr. Antonio Carollo no dia de ontem aos 88 anos. Ao mesmo tempo que fico triste, fico feliz por ter convivido com o Sr. Carollo nos últimos tempos, graças ao mesmo Sidnei Dal Rovere que faz questão de manter viva a história do Boxe brasileiro, desta vez nos proporcionando com um jantar em homenagem ao “Seu” Carollo bem como uma justa homenagem também no III Evento da AproBoxe, o CarnaBoxe. Segue um texto de Sidnei Dal Rovere sobre a vida pugilística de Seu Carollo. Vou me lembrar com carinho da carona que eu e minha esposa Clara demos ao Seu Carollo neste último evento e as histórias que ele contou da Pirelli e das Olimpíadas que ele participou. Descanse em paz querido!

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Começou no boxe em 1945, aos 17 anos de idade, tendo como técnico Waldemar Zumbano, foi campeão no campeonato Paulista dos Novos, mas sua carreira não foi longa, apenas 2 anos e logo após seu casamento, em 1945, Carollo pendurou definitivamente as luvas.
Depois de fazer um curso para formação de técnico em boxe, em 1957, foi ensinar a maestria dos punhos no Clube Aramaçã em Santo André.
Trazia seus lutadores de trem para lutarem em São Paulo, descia na Estação da Luz e então iam a pé rumo ao Clube Wilson Russo, na Consolação. Terminavam os combates e saiam correndo da Consolação até a Estação da Luz, para que pudessem pegar o último trem até Santo André.
Saiu do Aramaçã e fez história na ADC Pirelli.
Três anos mais tarde a Pirelli começava a se destacar ao vencer o primeiro “Torneio dos Campeões”. As lutas eram realizadas no Circo Piolim e televisionadas pela antiga TV Tupi.
Na época participavam grandes clubes, Palmeiras, Corinthians, Portuguesa, São Paulo, Wilson Russo (que era a maior força do boxe), além de muitas firmas que mantinham um departamento de boxe, como a Matarazzo.
Já em 1963 grandes lutadores estiveram sob sua orientação: Rubens Alves de Oliveira, Pedro Dias, Rubens Vasconcelos e Edson Jorge que conquistaram medalhas nos Jogos Pan-americanos realizados em São Paulo.
Em 1968, a única medalha olímpica do boxe brasileiro foi conquistada pelo seu pupilo Servílio de Oliveira, sob sua orientação, nos Jogos Olímpicos do México.
Servílio como boxeador profissional também foi campeão brasileiro e sul-americano, chegou a ocupar a terceira posição do ranking mundial.
Miguel de Oliveira que treinou na Pirelli sob os cuidados do técnico Carollo, conquistou o título mundial de boxe do Conselho Mundial de Boxe em 1975 contra o espanhol José Duran.
Chiquinho de Jesus é outro destaque que também foi treinado por Carollo, tanto no boxe amador (é o boxeador amador brasileiro que conquistou o maior número de títulos regionais, nacionais e internacionais); como profissional, conquistou o título brasileiro e sul-americano (até os anos 80 para disputar e lutar pelo título sul americano era necessário ser o primeiro do ranking e vencer o campeão sul-americano); Chiquinho de Jesus ainda disputou o título mundial contra Julian Jackson.
No São Paulo Futebol Clube, treinou grandes boxeadores, entre eles, Popó.
Acelino Freitas que foi medalha de prata do pan-americano da Argentina em 1995 e depois conquistou 3 títulos mundiais para o Brasil.
Valdemir “Sertão” Pereira que foi o quarto brasileiro a conquistar o título mundial de boxe também foi pupilo do Carollo na carreira de boxeador amador.
Dos 4 boxeadores brasileiros que conquistaram título mundial no boxe profissional, 3 passaram pelos ensinamentos do Carollo.
Podemos passar o dia todo e não conseguiremos listar todos os grandes boxeadores que tiveram a sorte de ser orientado pelo mestre Antonio Ângelo Carollo.

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